O que fazemos

Em que acreditamos

“É importante cuidar de quem está cuidando” Acreditamos que é preciso cuidar de quem vai cuidar do bebê, pois entendemos que a transição para a parentalidade é uma passagem particularmente delicada, que pode desencadear dificuldades e sofrimento intenso e profundo nos novos pais. Especialmente a mulher, que vive um momento suscetível no qual seu corpo e psiquismo são exigidos: a amamentação, a privação de sono, o cansaço intenso, o bebê que chora, os constantes aprendizados, o luto da vida que ela tinha, a solidão, as mudanças no relacionamento com o companheiro, são novos desafios que ela precisa enfrentar, mas que em geral, não têm preparo prévio. Não é raro, ver as mulheres muito fragilizadas durante o pós-parto. Ademais, o nascimento de um filho (não apenas do primeiro filho) acarreta uma profunda reorganização emocional que mobiliza todos os componentes psicológicos e subjetivos que envolvem a família. Sabe-se também que no período perinatal, tanto o bebê como os pais são “maleáveis”, isto é, revelam uma abertura propícia a mudanças e a novas adaptações. Assim, nosso cuidado vai além do bem-estar dos pais, nosso cuidado também é em relação ao vínculo que se forma entre bebê e seus cuidadores. Isso porque as evidências científicas têm demonstrado que nos primeiros meses de vida do bebê, a qualidade do vínculo é vital para o desenvolvimento social, cognitivo e emocional no longo prazo, isto é, para toda a vida futura da criança. Por isso, acreditamos que fomentar intervenções nessas relações iniciais entre pais e bebês pode propiciar a criação de um vínculo saudável e assim fortalecer as funções parentais. Nosso trabalho é oferecer um olhar cuidadoso, uma escuta acolhedora e a possibilidade de compartilhar experiências para ajudar a mãe e a nova família a promover o melhor encontro possível com seus bebês.